Homeopatia e seu Pet

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HOMEOPATIA – A Homeopatia e seu Pet

Matéria publicada na seção Amigo Vet, da revista Cães & Cia, edição de março de 2008.

No final do século 18, cansado de observar os malefícios causados por sangrias, laxantes, depurativos e outros tantos medicamentos agressivos da época, o médico Samuel Hahnemann procurou desenvolver uma medicina de olhar bondoso para com os pacientes. Denominou-a de Homeopatia (homo = igual, pathos = doença). A idéia era que, com medicamentos capazes de provocar sintomas semelhantes aos apresentados pelo paciente, o sofrimento poderia dar lugar ao conforto e à retomada do equilíbrio pelo corpo adoecido, sem lesar nem causar dor. Diante dos bons resultados, com o passar do tempo médicos famosos e criteriosos adotaram o método, que hoje conta com mais de 200 anos de contribuição para a saúde.

O primeiro a aplicar a homeopatia em animais foi contemporâneo de Hahnemann, o estudioso holandês Boeninghausen. Ele descreveu centenas de sucessos obtidos com tratamentos homeopáticos em cavalos, cães, porcos e outros animais. E, com isso, estimulou médicos-veterinários a usar a homeopatia e a difundi-la.

Múltiplos aproveitamentos
A homeopatia trata o indivíduo como um todo. Não se preocupa apenas com a cistite do gato, com a epilepsia do cão ou com a ictiose do peixe ornamental. Trata do Caco, do seu gato, que, por ansiedade, se esconde, adoece e desenvolve sintomas urinários; da Teca, sua Poodle, que, por medo de rojões, tem convulsões; e do Nestor, o seu peixe betta solitário com glóbulos brancos diminuídos e vulnerável que ficou com manchas brancas no corpo.
Atualmente, diversos médicos-veterinários se educam nessa medicina-arte para trazer bem-estar e saúde aos animais. Apesar de a Homeopatia poder tratar de doenças agudas, é com doenças crônicas que são obtidos maiores resultados. Artrites e artroses, infecções crônicas de pele, infecções recorrentes de vias urinárias, convulsões, asma, distúrbios de comportamento, rinites, otites, gastrites, colites e tantas outras afecções são tratadas com sucesso em pets e sem prejuízos para a saúde deles.

Casos de sucesso
De baixo custo e de fácil aplicação pelo proprietário, o medicamento homeopático pode ser preparado em gotas ou em glóbulos, ministrados diretamente na boca ou diluídos em água de beber. A freqüência das doses varia em cada caso, mas os médicos-veterinários, cientes da correria do dia-a-dia dos proprietários, procuram facilitar ao máximo a aplicação do tratamento para que possam ser bem-sucedidos.

Um bom exemplo é o do Lhasa Apso Fredy, de dois anos de idade, que tinha epilepsia verdadeira e se masturbava constantemente. Medicado com dois glóbulos, duas vezes ao dia, em 15 dias Fredy espaçou as convulsões e parou de se masturbar. Hoje, toma dois glóbulos, em dias alternados, e tem vida normal. Está sem convulsões há mais de quatro meses. O peixinho betta, Nabor, que ficava muito parado, sem apetite e com olhos inchados, com apenas duas gotas, três vezes ao dia, voltou a ter olhos de tamanho normal em três dias, a nadar alegremente e a comer com apetite. A Dachshund de quatro anos, Violeta, apresentava diversas piodermites (infecções de pele com prurido intenso). Seus sintomas retornavam sempre que era suspenso o tratamento alopático, à base de fortes antibióticos e banhos medicinais. Quando soube que os sintomas começaram logo após a castração de Violeta, o médico-veterinário receitou um medicamento homeopático em dose única e isso bastou para acabar com os pruridos e as feridas. Há muitos outros exemplos de curas como essas.

Escolha do médico
O sucesso do tratamento está ligado a um bom médico-veterinário, que saiba ouvir e interpretar a história do pet. Numa longa consulta, com a presença do animal, o homeopata o observa e faz perguntas ao proprietário. Informa-se sobre hábitos alimentares do pet, sono, comportamento com pessoas da casa, com estranhos e com outros animais; medos, preferências e sintomas, entre outras questões importantes. A consulta e o tratamento são feitos por animal – a cistite de um paciente não é tratada com o mesmo medicamento dado a outro paciente.
A homeopatia sempre viveu em meio a controvérsias. Mas o dia-a-dia do médico-veterinário homeopata e a qualidade de vida de seus pacientes comprovam a eficácia dessa medicina energética.

Por Cláudia de Paula Ferreira da Costa

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