Mitos que acalentamos: Ração para animais de estimação é inofensiva

550314_543638082416415_798104361_n

Do livro: “Cem anos de Mentira” de Randall Fitzgerald

Tópico: Mitos que acalentamos: Ração para animais de estimação é inofensiva

… “Desde que me formei na faculdade de medicina veterinária, em 1965, tenho notado uma deteriorização geral na saúde dos animais. Hoje em dia, vemos animais bastante jovens com doenças que costumávamos diagnosticar apenas em animais muito mais velhos. Para mim, é claro que um progressivo acúmulo de problemas de saúde vem sendo transmitido de geração para geração, e esse acúmulo torna-se maior a cada passo que avança. Sem a perspectiva de várias décadas, veterinários recém-formados acreditam que essas condições degenerativas em animais jovens é algo ‘normal’. Eles não tem ideia do que se passou ao longo do tempo. Eu acredito que, somados à baixa qualidade dos nutrientes, os aditivos químicos incluídos na formulação das rações para animais de estimação tem um papel destacado nesse declínio.” Richard Pitcairn.

…“Quatro dentre as cinco maiores companhias fabricantes de rações para animais nos Estados Unidos são subsidiárias de corporações multinacionais, que também produzem alimentos processados para consumo humano. Os donos de animais de estimação norte americanos gastam cerca de 11 bilhões de dólares por ano com rações para animais que são, total ou parcialmente, compostas por retalhos, rejeitos ou resíduos – designadas, coletivamente, como ‘carne 4D’ – coletados das linhas de produção de alimentos para seres humanos. A categoria ‘4-D’ designa, em inglês, a carne de animais ‘dead, diseased, dying or disabled’ – literalmente, ‘mortos, doentes, moribundos ou aleijados’.

A essas carnes, quando preparadas para ser transformadas em ração animal, frequentemente são adicionados restos e refugos de alimentos coletados em restaurantes e supermercados, animais sacrificados em clinicas veterinárias e em instituições publicas de controle de zoonoses – além de serragem, gordura de cozinha e até despojos de animais mortos em acidentes nas estradas – para criar uma mistura que é, então, ‘temperada’ com corantes, conservantes, estabilizantes de gordura e outros aditivos químicos. O produto final pode ser comercializado como ração seca ou, mais frequentemente, como alimento enlatado semi-úmido.
Estranhamente, a mesma base para a confecção de ração para animais também serve como matéria-prima para a indústria de cosméticos.”

…“Após a preparação inicial, as matérias-primas componentes das rações animais recebem a adição de estabilizantes químicos de gordura – entre os quais, os mais comuns são o BHA e o BHT –, para prevenir a rancidez. Essas duas substâncias químicas já foram banidas por vários países europeus, por serem, reconhecidamente, causadoras de câncer no fígado e no cérebro, além de comprometedoras das funções reprodutivas e renais. Também existem evidências de que os processos de industrialização não são totalmente eficientes na eliminação do pentobarbital sódico, a droga utilizada para sacrificar animais cujos corpos serão transformados em componentes das raçoes, bem como são incapazes de destruir as moléculas dos hormônios e antibióticos utilizados para engordar os animais criados para o abate.”

No comments yet.

Deixe uma resposta

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.
%d blogueiros gostam disto: